Baldes Furados
Pedaços de cultura por Leonardo Baldessarelli
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Nuvens Nada.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Eu sopa.
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domingo, 6 de março de 2011
Julian Plenti Is... Skyscraper.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
El Diabo e Mi Persona.


sábado, 12 de fevereiro de 2011
Todos que eu já meti, opa, conheci...

Poucos que acessam meu blog, talvez ninguém, deve conhecer essa banda, pois revelo que eu também não a conhecia até o lançamento desse trabalho (seu primeiro em LP) e o ganho de grande destaque por parte de algumas partes da crítica, o que foi o suficiente para me fazer ouví-lo.
Mas para ser meu primeiro post no retorno ao exercício de blogueiro ele precisaria de algo fora do normal, e sabendo que se tratava de um disco de post-rock, já exclui ele dos possíveis destaques, pois nada mais repetitivo e normal que o estilo já citado, sendo que essa repetitividade anda atrapalhando várias bandas, que tem seus trabalhos classificados como apenas mais um do post-rock.
Eis que surge a surpresa, ao contrário de seu EP de estréia ("People Like People Like You", que se encaixa perfeitamente no esteriótipo de álbum normal citado anteriormente), os Spokes decidiram encarar riscos que poderiam causar má recepção por parte da imprensa especializada: Eles misturaram as orquestrações básicas de todo álbum dos Explosions In The Sky com as melodias épicas que circulam entre o indie e o pop do Arcade Fire, e o resultado consegue dar mais beleza ao "estilo de música mais belo".
Tudo começa com "345", que mais parece uma emulação de qualquer banda grande canadense, mas extremamente bem feita. Quem ouve apenas essa primeira faixa e não conhece a banda já os classificaria como Indie-Rock, o que pode se manter no início da segunda música, "We Can Make It Out", mas quanto mais ela evolui, mais se percebe a veia post-rock que abrange a banda, mesmo sendo excelente, a faixa traz uma desconfiança sobre como a banda vai seguir com o álbum.
Então você toma o primeiro soco. A faixa título, "Everyone I Ever Met", pega parte das melhores influências dentro do post-rock e junta com um clima assombroso, é o tipo de música perfeita do estilo, com levadas lentas de guitarras construindo o solo para o ápice, e é, principalmente, algo lindo e admirável. Só no final os vocais aparecem, e só melhoram o que já era bom, música nota 10.
A terceira faixa abre o apetite, que é completamente destruído pela quarta, "Sun It Never Comes", que, com seu clima lento, acalma os ânimos dos que se excitaram com os vocais épicos do final de "Everyone I Ever Met". Ela também mostra que Fleet Foxes já influenciou alguém pelo menos. "Give It Up To The Night" começa mantendo o clima lento da anterior, mas permite uma mudança quase brusca quando chega ao que poderia ser chamado de refrão. No final ela é apenas mais uma ótima música.
A partir de então o disco começa a se nivelar por cima. "Peace Racket" é mais uma obra digna de Sigur Rós das antigas, levada por um excelente trabalho de cordas e harmonias vocais de invejar Brian Wilson. "Torn Up The Praise" é outra que leva os vocais gritados e épicos de Arcade Fires da vida, e que a partir da metade começa a respirar post-rock, tornando-se uma das melhores do álbum, com absoluta certeza.
Então eles se repetem... mas de jeito nenhum isso é ruim. "Cannon grant" é outra música que abaixa os ânimos, uma piano e voz bem arrastadinha, graças a deus eles foram espertos e deixaram ela com apenas 1:48 minutos. Depois de ficar calminhos somos apresentados à uma introdução que dura 3 minutos, mas que impressionou ao ponto de cair o queixo. Quando os vocais e a bateria enfim rompem o silêncio "Happy Needs Colour" se revela uma grande obra, e já uma das concorrentes a melhor música do ano.
A essa altura as expectativas para com o final do trabalho estavam muito altas, e "Forever That Bridge" começa exatamente como grande parte das músicas do álbum, mas quando ela atinge sua metade também atinge seu diferencial: Violinos levando um clima épico. Um praxe do post-rock, mas que aparece pela primeira vez. Isso só mostra o quanto eles tentaram ser diferentes, e, mais uma vez, isso é muito bom. "When I Was A Daisy, When I Was A Tree" encerra o disco com chave de ouro. O instrumental é realmente fascinante nessa faixa, explorando vários sons acompanhando uma melodia leve e aconchegante, é, das músicas mais longas, a mais calma, aí está mais uma diferença.
Após o fim da audição podemos chegar à conclusão de que "Everyone I Ever Met" é um álbum em que cada faixa tem seu próprio "jeito". Ele foge do normal do post-rock como já citado, e alcança limites pouco explorados pelo estilo, como o do som mais comercial, isso posiciona os Spokes um passo acima de bandas mais velhas, agora só falta eles serem descobertos, e isso só uma tal de Pitchfork pode fazer.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Ressuscitando.
Depois de alguns meses desativado por conta de estudos visando a passagem no vestibular (\O/) e merecidas férias, eu reativo meu blog antigo, esse que você está visitando.
Excluí alguns posts desnecessários, deixando apenas o melhor do conteúdo antigo (dois álbuns dignos de "PQP que foda!" e uma listinha dos Arctic Monkeys).
Tentarei ser mais profissional, pois agora sou um futuro estudante de jornalismo da UFRGS.
OBS: NÃO vou escrever SÓ sobre música.
sábado, 9 de outubro de 2010
Albuns Básicos #2
"In The Aeroplane Over The Sea"
Neutral Milk Hotel
Álbum inaugural e definitivo do fuzz-folk
1998
Simplesmente Jeff Mangum.
Se você não o conhece, fique sabendo que ele é o gênio por traz dessa maravilha chamada "In The Aeroplane Over The Sea", levando sua incrível voz a pontos altíssimos no que é certamente um dos melhores albuns da década de 90, e alvo de idolatria por qualquer bom fã de música alternativa.
O álbum dispensa comentários, ele é apaixonante, único, e também um marco na evolução da música.
Bom, é difícil falar sobre essa obra, mas eu só peço que, caso nunca tenha ouvido, ouça com carinho e sem preconceitos, você perceberá que muito do indie atual é influenciado por eles.
Músicas em destaque: "The King of Carrot Flowers Pt. One", "The King of Carrot Flowers Pt. Two and Three", "In The Aeroplane Over The Sea", "Two Headed Boy", "The Fool", "Holland, 1945", "Communist Daughter", "Oh Comely", "Ghost, " " e "Two Headed Boy Part. Two".
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Lista #1: 10 músicas do Arctic Monkeys que você não deve esquecer.
Não existiu momento melhor ainda para fazer uma lista desses caras , afinal, eles andam meio desaparecidos da mídia, e apesar dos muitos boatos no início do ano, nada de concreto se ouviu sobre a banda, o que me fez voltar a ouvir o que o quarteto fez em seus pouco mais de cinco anos de carreira, e perceber que tudo o que eles fizeram é bom, mas que existem algumas músicas que superam as outras, por isso faço essa lista, no momento mais apropriado, já que jamais podemos nos esquecer do Arctic Monkeys. Eles revolucionaram a música.
10 músicas do Arctic Monkeys que você não deve esquecer:
10. "This House Is A Circus": Ela é uma das melhores músicas do Favourite Worst Nightmare, e também é uma das músicas que melhor engloba peso e melodia da banda, circulando entre o funky e o rock & roll, ela é uma expressão extrema do que é ser indie. Ela cai muito bem acompanhada de sua sequência no álbum, "If You Were There Beware".
"This House Is A Circus" ao vivo no Festival de Reading de 2009.
9. "Cornerstone": Josh Homme ajudou muito os meninos a atingirem um novo nível de musicalidade fazendo-os deixar de lado o amor e começar a escrever sobre loucaras típicas do Queens Of The Stone Age. Mas o que mais surpreende é que uma das melhores músicas do Humbug é justamente a única que fala explicitamente sobre amor, e ela se chama "Cornerstone". Ela é lenta o suficiente para ser considerada por mim a melhor música deles para relaxar (até mais que "A Certain Romance"), e como todos gostamos de relaxar em algum momento, ela está aqui.
Clipe oficial de "Cornerstone".
8. "When The Sun Goes Down": A primeira música deles que eu ouvi... e foi inesquecível, minha boca caiu e eles já tinham praticamente conquistado um fã. Acho que não preciso escrever mais muita coisa.
Clipe oficial de "When The Sun Goes Down"
7. "Brianstorm": Aqui o que vale é os extremos, já que a vinda de "Cornerstone" para "Brianstorm" é praticamente uma troca entre o que a banda fez de mais lento para o que ela fez de mais rápido. "Brianstorm" é elétrica, e contagia com seu ritmo alucinante, eu realmente espero que já tenha a ouvido.
"Brianstorm" ao vivo na gravação do DVD Live At Apollo.
6. "Fake Tales Of San Francisco": Ainda vai demorar para termos um debut tão marcante quanto o do Arctic Monkeys, e "Fake Tales Of San Francisco" tem uma grande responsabilidade dentro do álbum, a de ser a terceira faixa, que sucede a já clássica "I Bet You Look Good On The Dancefloor", e ela cumpre muito bem, além de ter grande potencial como hino de estádio, nela o rock & roll rola solto.
"Fake Tales Of San Francisco" ao vivo no T In the Park
5. "Teddy Picker": Eu tinha gostado tanto de todas as músicas do Favourite Worst Nightmare que eu tinha deixado Teddy Picker passar, mas quando surgiu o clipe oficial, que é simplesmente viciante, ela começou a crescer no meu gosto, e hoje eu considero ela, depois de "Fluorescent Adolescent", a maior candidata a clássico do segundo álbum do quarteto.
Clipe oficial de "Teddy Picker".
4. "A Certain Romance": Por muito, muito tempo eu considerei "A Certain Romance" a melhor música do Arctic Monkeys, só deixei de achar por entender a importância de outros trabalhos da banda para que ocorresse a mudança na visão do que é boa música, mas isso é assunto pra outro post... Aqui o importante é elogiar a música, e quando a música é boa, é fácil, começando pelo baixo, que é tudo menos preguiçoso, então temos a bateria, de alto nível, como todo bom indie, a peça de guitarra é uma das melhores já produzidas pela banda, com um riff contagiante, e os vocais são muito bons, elevando o romantismo, enfim, a música é a melhor coisa que eles já fizeram, enfim, só perde mesmo no impacto.
Performance de "A Certain Romance" ao vivo no Pinkpop 2007.
3. "Dance Little Liar": Muitos não gostaram, mas eu considero o Humbug um grande avanço na musicalidade do Arctic Monkeys, e "Dance Little Liar" é uma prova. Com a ajuda de Josh Homme, eles conseguiram fazer uma música que seja lenta, melódica e que não enjoa de jeito nenhum, além de ser uma das melhores faixas tecnicamente falando da banda. Após várias audições cheguei a conclusão que a faixa é a melhor do Humbug, e também uma das melhores do quarteto inglês, por isso ela está aqui.
"Dance Little Liar" ao vivio no especial MTV Winter.
2. "Fluorescent Adolescent": Se você não sente nostalgia ao ouvir essa música, provavelmente não viveu o ano de 2007, ou melhor, não estava emocionalmente ativo, simplesmente porque ela é uma música que fala sobre nostalgia, e que carrega a imagem do jovem que viveu aquela época. Ela esbanja alegria em seu ritmo, mas não consegue ocultar a melancolia, como era aquele jovem, que já começa a deixar saudade. Ela é simplesmente o marco do que a banda representou para a música, da revolução que eles causaram.
Clipe oficial de "Fluorescent Adolescent".
1. "I Bet You Look Good On The Dancefloor": Levando em consideração tudo que engloba a classificação de uma música em boa ou ruim, eu considero, mesmo com a minha paixão por "A Certain Romance", "I Bet You Look Good On The Dancefloor" a melhor música do Arctic Monkeys. Mas por quê? Simplesmente por ser a música mais cativante, marcante e histórica da banda, ela é uma faixa que quanto mais eu a ouço, mais eu gosto de ouvir. É incrível como aquela letra meio boba consegue parecer emocionante e sincera, talvez por dizer exatamente o que eles, eu, e todos os jovens viviam naqueles tempos.
"I Bet You Look Good On The Dancefloor" ao vivo no Jools Holland em 2005!!!
Para finalizar: Como marco da sociedade jovem da década de 2000, eu imploro para quem ler isso, não esqueça essas músicas e de quem as fez, o Arctic Monkeys.